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Plano Real: 20 anos depois, nota de R$ 100 ‘vale’ R$ 22,23

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  Em 20 anos de Plano Real, o brasileiro viu o salário mínimo subir 1.017%. A inflação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 347,5%. Considerando os dois indicadores, até que o poder de compra foi mantido. Entretanto, quando a comparação sai dos números e vai para o bolso, a coisa muda de figura. A nota de R$ 100 de 1994, quando o plano econômico entrou em vigor, já não é mais a mesma. Nesta terça, ‘valeria’ apenas R$ 22,35. O professor de economia e finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBS), Pedro Bispo, afirma que, como o rendimento subiu, o problema não é a corrosão do poder de consumo, mas a infinidade de novos produtos e serviços para se consumir.

Um levantamento divulgado nessa segunda pelo instituto de pesquisas Mercado Mineiro revela que, embora o salário tenha subido quase três vezes acima da inflação, muitos produtos extrapolaram nos aumentos. A reportagem montou um kit com dois pacotes de arroz, três de feijão, 3 kg de frango, 5 kg de acém, dez pães de sal, 5 litros de leite, um botijão de gás, um tanque cheio de gasolina e uma caixa de Lexotan. Há 20 anos, com R$ 100 o brasileiro compraria tudo e levaria para a casa um troco de R$ 33,99. Nesta terça, para comprar exatamente o mesmo, o consumidor precisaria inteirar mais R$ 222,69. Só o pão, símbolo do real, subiu 488%. Outro destaque foi a passagem de ônibus, que subiu de R$ 0,24 para R$ 2,65 nesses 20 anos.

O professor Bispo destaca que a comparação não pode ser direta. “Só seria justo se pegássemos uma família de 1994 que mantivesse em 2014 os mesmos hábitos. Só que isso é impossível.

Mesmo com a inflação, o salário aumentou. A questão é que agora as pessoas querem um carro melhor, vão ao cinema com a família, ou seja, têm outros gastos que antes não tinham porque a inflação era tão alta que não dava para controlar o dinheiro”, observa.

Em 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79 e nem dava para comprar uma cesta, que custava R$ 68,56. Em 2014, com o mínimo de R$ 724, o brasileiro consegue comprar mais de duas cestas iguais, a R$ 307,65 cada. “Por isso não podemos simplesmente falar em corrosão do poder de compra. A questão é que o brasileiro ascendeu de classe e não basta comprar uma geladeira, tem que ser Frost Free; não basta ter um celular, tem que ser iPhone.”

O diretor executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, afirma que quem mais perdeu foi a classe média. “O salário mínimo subiu acima da inflação, mas, para a classe média, esse aumento não acompanhou. A diferença é que hoje o consumidor tem ferramentas para controlar o preço e deve fazer isso, pois, se não comprar o produto mais caro, o valor vai ter que cair”, ressalta Abreu.

Histórico 1993: Criado o Cruzeiro Real

28 de fevereiro de 1994: Entrou em vigor Unidade Real de Valor (URV). Era uma moeda virtual, para a transição para o real, para controlar a inflação

1º de julho e 1994: entrou em vigor o real. Cada R$ 1 e valia CR$2.750. Naquele ano, até julho, a inflação acumulada chegou a 815,60%

Com alimentos mais caros, FGV eleva inflação de fevereiro

São Paulo. O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, elevou nessa segunda, de 0,40% para 0,60%, a projeção para o indicador de inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV) de fevereiro.

Em entrevista, ele afirmou que, apesar de o índice ter mostrado uma desaceleração entre a segunda e a terceira quadrissemana do mês, este movimento foi muito mais leve do que o imaginado para o período, em função basicamente da Alimentação, que mostrou aceleração e impediu um alívio maior para a inflação. De acordo com a FGV, o IPC-S subiu 0,69% na terceira quadrissemana ante alta de 0,78% na segunda leitura do mês.

Queila Ariadne

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